Armas pra que te quero

Armas pra que te quero

Ao assinar decreto que facilita compra de armas para guardar em casa, Bolsonaro cumpre promessa feita em palanque a grupo de classe média que o acompanhou nos momentos difíceis da campanha

José Nêumanne

15 de janeiro de 2019 | 18h14

Autorização para guardar arma de fogo em casa não ajuda na solução de problemas de economia e segurança pública no Brasil de hoje. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro para “flexibilizar” (no pleno sentido vago deste verbo) a posse de arma atende a um grupo específico de eleitores de classe média, com poder aquisitivo para usufruí-lo, que manteve sua campanha de pé nos momentos difíceis do início da campanha, quando a perspectiva de sua vitória eleitoral parecia distante, e proprietários rurais, que precisam defender-se de visitas importunas e incômodas a suas terras. As duas prioridades da população brasileira são economia e segurança pública. No primeiro caso, urge tirar 12,5 milhões de brasileiros do desemprego e, na situação em que estes estão, sem dinheiro sequer para comprar um pão, o decreto é inócuo. Armas guardadas em casa também não têm o condão de resolver os graves problemas de violência, que assolam hoje Fortaleza e o Brasil inteiro, urbano ou rural. Este foi um comentário que fiz no Estadão às 5, ancorado por Emanuel Bomfim e transmitido por YouTube, Facebook e Twitter do estúdio da TV Estadão na redação do jornal na terça-feira 15 de janeiro de 2019, às 17 horas.

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