Armamentismo bolsonarista facilita crime

Assaltos no interior do País de agências bancárias por grupos fortemente armados foram previstos por procuradora e general quando Bolsonaro proibiu rastreamento de armas adquiridas no mercado

José Nêumanne

06 de dezembro de 2020 | 08h00

Polícia não interveio na invasão por bando de 30 homens de Criciúma para assaltar tesouraria regional do Banco do Brasil alegando não por em risco vida de inocentes, mas isolou área após assalto, durante a madrugada. Foto: Guilherme Ferreira/Reuters

Conforme prometido retransmito aqui comentário enviado na terça-feira 1 de dezembro último e, por meras imperícia, pressa e desatenção, apagado no dia seguinte, tal como foi gravado. As madrugadas de terror vividas em Botucatu, SP, e Criciúma, SC, mostram os efeitos da política armamentista adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, que anunciou explicitamente seu objetivo de “armar a população” na reunião do conselho de governo, cuja íntegra vimos quando seu vídeo foi tornado público por decisão do STF. Os grupos que aterrorizam as cidades péquenas e médias do interior têm armas pesadas e sua aquisição foi facilitada pela decisão do chefe do governo de desautorizar as medidas de rastreamento decretadas pelo general Eugênio Pacelli, que foi demitido da função e passou para a reserva. A procuradora federal Raquel Branquinho fez ofício incriminando diretamente o responsável pela autorização absurda, que também é o padroeiro dos acidentes de trânsito em seu combate imbecil à “indústria da multa”. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique aqui

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.