Aras quer dar fim à Lava Jato

Procurador-geral promete perseguir procuradores de operações de combate à corrupção em vez de continuar processando corruptos de seu círculo de políticos cujos banquetes frequenta com assiduidade

José Nêumanne

31 de julho de 2020 | 21h19

 

Wm live com colegas advogados abonados de acusados, denunciados, condenados e suspeitos de corrupção processados pela Lava Jato falou o que eles queriam ouvir. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A serviço de seus senhores, Lula e Bolsonaro, e em combinação com comparsas no mister, Dias Toffoli, André Mendonça e José Levy Amaral Júnior, marido de uma assessora do ministro do STF Gilmar Mendes, o procurador-geral da República, Augusto Aras, quer extinguir o combate à corrupção no País, e antes precisa invadir os arquivos secretos das investigações da Lava Jato em Curitiba, segundo ele, com 38 mil vítimas em 350 terabytes, quase 9 vezes os 40 do MPF, para entregar tudo sobre essas pessoas a seus amigões condenados no mensalão e no petrolão e àquele que agora bajula, o capitão cloroquina, para obter a terceira vaga nas duas a que este terá direito no STF. Para atingir esse objetivo, mente, inventa crimes que não foram cometidos pelos colegas que acusa e não cumpre seu dever constitucional de investigar e denunciar poderosos com foro “previligiado” (como diz). Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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