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Aras no centro das atenções

Críticas corporativistas dos procuradores que exigiam escolha de Bolsonaro em lista tríplice escolhida por eles são fascistoides, e polêmica na sociedade deveria servir para cobrar impessoalidade do procurador-geral

José Nêumanne

06 de setembro de 2019 | 21h13

Positivas na nomeação de Aras para PGR são quebra da tradição fascista da lista corporativa e discussão na sociedade que levará à cobrança de atuação imparcial. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro não tem nenhuma obrigação legal de nomear o procurador-geral da República indicado em lista tríplice pelos membros do MPF. O Estado corporativista nada tem que ver com a democracia, mas é uma herança fascista, adotada no Estado Novo e depois pelos governos petistas. Augusto Aras, nomeado, terá de provar competência e lisura no exercício da função, e não por ter sido votado pela corporação. Janot, petista, nomeado pelo PT, não sofreu nenhuma restrição porque fazia parte da lista. E a mesma coisa ocorreu com Raquel Dodge, nomeada por Temer após indicação de Gilmar Mendes. O que não impediu que fizessem as lambanças que fizeram no exercício da função. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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