Aras mostra a que veio
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Aras mostra a que veio

Parecer de procurador-geral ao STF contra delação premiada de Cabral à PF tem duas utilidades: atende a pleito do MPF contra delação premiada a policiais e cura dor de cabeça de figurões da cúpula do Judiciário

José Nêumanne

12 de fevereiro de 2020 | 12h27

Aras atende ao corporativismo do MPF e elimina dor de cabeça de parte da cúpula do Judiciário em seu parecer contra delação de Cabral à PF. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O amigão do presidente e do clã Bolsonaro Alberto Fraga, candidato a meio ministério da Justiça de Moro, a banda da segurança pública, indicou ao chefe do governo Augusto Aras, para Procuradoria-Geral da República. Filho e conviva de petistas, sucessor de Raquel Dodge deixa claro por que lhe foi confiada pela patrulha antiMoro a chefia do MPF: acaba de recorrer contra decisão do relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, de homologar a delação premiada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Atendeu à pendenga da corporação contra a Polícia Federal e à cúpula do Judiciário, que teme a língua de seu Cabral.

Assuntos para comentário da quarta-feira 12 de fevereiro de 2020

1 – Haisem – Que motivos você acha que o procurador-geral da República, Augusto Aras, teve para recorrer contra a homologação da esperadpissima delação premiada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral à Polícia Federal

2 – Carolina – O que revela, a seu ver, a notícia de que o tucano mineiro Aécio Neves é denunciado na proposta de delação premiada de Eike Batista acusado de ter recebido 20 milhões de reais de propina em troca de ajuda a empresas dele junto ao poder público, especialmente em Minas Gerais

3 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a notícia de que o porteiro do condomínio onde Jair Bolsonaro tem casa na Barra da Tijuca, no Rio, mentiu ao dizer que um dos assassinos de Marielle Franco foi autorizado a entrar pelo presidente no dia da execução da vereadora e de seu motorista

4 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a declaração do governador do Rio, Wilson Witzel, a respeito da morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega na Bahia pelas polícias baiana e fluminense

5 – Haisem – A seu ver, tranqüiliza o fato de os exames feitos nos 58 brasileiros trazidos de Uhan, na China, e mantidos em quarentena na base aérea da Força Aérea Brasileira em Anápolis, Goiás, serem negativos

6 – Carolina – Congresso cede e reduz valor de emendas – revela título de notícia publicada na página A8, da Política, no Estadão. Será que isso revela um tipo de trégua que pode permitir a administração Bolsonaro respirar nesse permanente atrito com o Legislativo.

7 – Haisem – Estado reduz à metade gasto com limpeza do Rio Tietê – diz título de notícia dada no alto da primeira página do Estadão hoje. Que influência pode ter tido essa omissão no caos provocado pelas enchentes do toró de segunda-feira em São Paulo

8 – Carolina – Sem clima político, Planalto adia reforma administrativa – é a manchete da edição do Estadão de hoje. Você acha que a realidade pode mandar para o armário novos projetos reformistas do governo Bolsonaro

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