Aras desleal ao cidadão

Ao vacilar sobre invasão da sigilo de 600 mil brasileiros por Toffoli, que tomou conhecimento de seus processos na UIF, procurador-geral da República deu clara demonstração de não estar à altura do cargo

José Nêumanne

15 de novembro de 2019 | 22h25

Hóspede frequente de banquetes petistas, Aras convenceu Bolsonaro de que pensava igual a ele e, por isso mesmo, foi nomeado procurador-geral. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ao decidir não recorrer da infâmia do presidente do STF, Dias Toffoli, de requisitar todas as informações de inquéritos da Unidade de Inteligência Financeira (UIF), antigo Coaf, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pode ter decidido ser leal ao requisitante ou ao presidente Jair Bolsonaro. Este, como já cansei de avisar, está preso a um acórdão com Toffoli para manter o filho Flávio longe do alcance do MP do Rio de Janeiro. Mas foi de profunda deslealdade a quem a deve, o cidadão.

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Assuntos para comentário da sexta-feira 15 de novembro de 2019

1 – O que explica a decisão do procurador-geral da República, Augusto Aras, de não recorrer aos superpoderes que presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, assumiu ao ter acesso a dados sigilosos de pagadores de impostos na Receita Federal

2 – A manchete do Estadão hoje é Elite dos servidores age para barrar reforma administrativa. Por que foi tomada essa iniciativa e quais são as possibilidades de eles terem sucesso

3 – Lula diz que PT ‘não nasceu para ser partido de apoio’ e que ‘vai polarizar em 2022’ – revela título no alto da capa do Portal do Estadão nesta manhã de aniversário da República. Alguma novidade para você

4 – Qual a reação que você espera da defesa de Lula à decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região em Porto Alegre, que criticou em outro processo sem relação com a Lava Jato copia e cola da juíza substituta de Sergio Moro, Gabriela Hardt, na condenação do petista no processo do sítio de Atibaia

5 – O Globo ontem e a Folha hoje deram com destaque notícia sobre recuperação da economia em setembro, com boas perspectivas para o Natal. Será que até que enfim chegamos ao fundo do poço na crise

6 – Que motivos você encontra para explicar a ausência das convulsões sociais em Chile, Bolívia e Equador na declaração final dos Brics, cuja reunião se realizou nesta semana em Brasília

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7 – Até quando você prevê que os paulistanos terão de conviver com desastres como a queda da marquise que matou um no Jardim Paulista e o desabamento da passarela na avenida marginal do rio Pinheiros

8 – Você se surpreendeu com a decisão da presidente interina da Bolívia de se aproximar dos Estados Unidos e do Chile e também dos cocaleros, que anunciaram apoio a Evo Morales, que renunciou e foi para o México

 

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