Amordaçar ou não, eis a questão
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Amordaçar ou não, eis a questão

Há 5 anos sentado sobre decreto de Toffoli que censura críticos de membros, parentes e aderentes do STF, Moraes libera para votação, ufa

José Nêumanne

04 de setembro de 2019 | 11h26

Cúmplice do presidente Toffoli na suprema mordaça a críticos do STF, relator Moraes lilbera votação em plenário, que agora depende de autor agendar. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Após passar cinco meses sentado em cima do decreto de Dias Toffoli que proíbe que cidadãos critiquem os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seus parentes e aderentes, o relator Alexandre de Moraes, enfim, o liberou para deliberação do plenário. A mordaça, contudo, só será levada à discussão quando o autor, que é presidente, agendá-la. É grande a expectativa em torno do voto de Cármen Lúcia, que desempatou a disputa entre “garantistas” da impunidade e seguidores da lei ao derrotar o antigo parceiro Edson Fachin na Segunda Turma. Isso só ela e Deus sabem.

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Assuntos para comentário da quarta-feira 4 de setembro de 2019

1 – Haisem – Agora que o relator Alexandre de Moraes abriu para o plenário o famoso polêmico contra insultos aos colegas do Supremo Tribunal Federal, seus parentes e aderentes, que expectativas você tem para o agendamento e a votação do assunto

2 – Carolina – O que inspirou o relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região em Porto Alegre a negar à defesa de Lula o uso de provas obtidas pelos hackers de Araraquara nos celulares de cerca de mil agentes e autoridades do Estado

3 – Haisem – Você esperava que o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal negasse, como negou, ao Partido Novo a suspensão da votação da Lei Contra o Abuso de Autoridade na Câmara dos Deputados

4 – Carolina – Governo revê verba para campanhas; Câmara reage, publica Estadão na primeira página hoje. Dá para acreditar que possa ter sido de boa fé o erro admitido pela Receita Federal na fixação do Fundo Partidário para texto da Lei das Diretrizes Orçamentárias de 2,5 bilhões de reais para 1,78 bilhões

5 – Haisem – O que tem a ver a aceitação pelo governo de um fundo partidário de bilhões com a queda de prestígio de Bolsonaro para alguns cidadãos que contavam com a adoção de uma nova política no governo dele

6 – Carolina – Depois de toda a onda da divulgação de supostas mensagens pelo aplicativo Telegram entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, a manutenção dos índices de popularidade do ex-juiz o surpreende

7 – Haisem – Quem, de acordo com a pesquisa do Atlas Político, se destaca como principal oponente ao projeto de reeleição do presidente Bolasonaro em 2022

8 – Carolina – O que ainda há a dizer sobre a prisão do casal Antony e Rosinha Garotinho, mais dois ex-governadores do Estado do Rio presos por corrupção

 

 

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