Amém a Bolsonaro não salva
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Amém a Bolsonaro não salva

Na frente do jardim do Palácio da Alvorada presidente ouviu amém dos fiéis a suas palavras de ordem, mas mortes por covid-19 continuaram após profecia do pastor de que por graça do mito ninguém morreria mais

José Nêumanne

08 de abril de 2020 | 22h12

Michele e Jair Bolsonaro foram recebidos pelo pastor batista da igreja Atitude, Valandro, que garantiu que com bênças de Deus e do “mito”, ninguém morreria mais de cofid-19. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O Brasil registrou ontem, em atualização da plataforma do  Ministério da Saúde, 3.904 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. O número corresponde a 487 novas confirmações em relação à última atualização, feita sexta-feira, dos dados da pandemia no País, 14% de incremento.  As mortes pela doença chegam a 114, com aumento de 22 casos em relação à última contagem. O índice de letalidade está em 2,9%. Ou seja: como qualquer pessoa sensata já esperava, não se confirmou a profecia do pastor Josué Valandro Jr., da igreja batista Atitude, do Rio, de que, com a graça de Deus e a força do presidente, nenhum brasileiro morreria da pandemia no domingo de Ramos, em que Jair Bolsonaro ouviu berros de amém à frente do jardim  do Palácio de Alvorada, em resposta a seus sermões de guerra;

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Assuntos para comentário da quarta-feira 8 de abril de 2020

1 – Haisem – País tem 114 mortos num dia; cidades relaxam quarentena – diz a manchete de primeira página do Estadão de hoje. O que as duas notícias trágicas explicam uma a outra

2 – Carolina – Justiça destina para saúde verba da corrupção – revela outro título de chamada de primeira página do Estadão. Você acha que providências desse tipo ajudam mesmo a deter a velocidade de contágio do novo coronavírus nas três próximas semanas, previstas como as mais trágicas para nós pelos especialistas

3 – Haisem – Será que a decisão do juiz Itagiba Catta Preta Neto bloqueando fundos partidário e eleitoral para usá-los no combate à pandemia sobreviverá aos recursos e às manobras dos chefões partidários

4 – Carolina – O que você achou do anúncio feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que a instituição reduzirá R$ 150 milhões de suas despesas para contribuir com o esforço nacional contra a contaminação pelo novo coronavírus

5 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a declaração do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de que ainda é cedo para investir na dioxicloroquina como remédio para a covid-19 e da cobrança dos bolsonaristas para o infectologista David Uip revelar se lhe foi ministrado ou não o remédio para malária em seu processo de cura

6 – Carolina – Qual é sua opinião sobre a velocidade da distribuição dos tais 600 reais por mês pelo Ministério da Cidadania usando a Caixa Econômica Federal para assalariados de renda mais baixa, autônomos e microempresários

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