Abraço hipócrita no Museu
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Abraço hipócrita no Museu

Governantes e militantes fingem estar em lados opostos, mas são cúmplices no descaso comum na administração de instituições culturais largadas ao destino inglório da memória nacional exposta ao fogo e às intempéries

José Nêumanne

11 de junho de 2019 | 00h20

Ruína exposta do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio, é a imagem da forma como autoridades e militantes tratam memória nacional. Foto: Fábio Motta/Estad]ap

Principais responsáveis pelo incêndio ominoso que destruiu Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio, diretores da instituição e militantes do PSOL que dirigem a UFRJ, sua gestora, se reúnem para abraçar ruínas e exigir verbas para que volte a funcionar. Bando de hipócritas! A memória guardada na instituição foi destruída pelo fogo, ateado pelo desleixo e descaso da universidade e das autoridades federais que transferem a gestão de museus para elas, para que se tornem suas cúmplices na incompetência geral do serviço público no Brasil. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da segunda-feira 10 de junho de 2019.

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