A volta triunfal de Carlos Bolsonaro

Apesar de ainda estar aberta investigação no STF sobre assassinatos de reputação por ele praticados, gabinete do ódio do filho 02 do presidente mostrou que sobrevive e mantém sua influência

José Nêumanne

23 de outubro de 2020 | 21h10

O filho 02 do presidente articulou, promoveu e se tornou o maior responsável pela volta do gabinete do ódio, dirigido de gabinete próximo ao ocupado pelo chefe do governo no Palácio. Foto: Wilton Jr./Estadão

Acabou a temporada do “Bolsonaro paz e amor”. A guerra das vacinas devolveu à cena política o Jair Bolsonaro como ele é, insuflado pelas redes sociais no estilo “quem manda sou eu”, que havia sido arquivado após investigações do Ministério Público, da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal atingirem sua família e amigos. Mas no momento em que eçe vê a Procuradoria-Geral da República como sua aliada e consegue nomear pessoas de sua mais estrita confiança para o  Supremo e o Tribunal de Contas da União (TCU), o gabinete do ódio ganhou novo ânimo. As investigações continuam, mas ele, hoje, está muito mais fortalecido e protegido. Com o apoio de partidos que integram o Centrão, e até mesmo do PT, ele conseguiu emplacar o ignoto desembargador Kássio Nunes Marques numa cadeira no Supremo.

Para ouvir comentário clique aqui e, em seguida, no play

Assuntos para o comentário da sexta-feira 23 de outubro de 2020

1 – Haisem – Guerras das vacinas resgata gabinete do ódio – Esta é a  manchete da capa da editoria Política no Portal do Estadão hoje – O que sua avó diria desta notícia, surpreendente só na aparência

2 ;- Carolina – Que observações você tem a fazer a respeito da visita que o presidente Jair Bolsonaro fez ontem ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no hotel das Forças Armadas, onde ele mora e está recolhido por ter sido contagiado pelo novo coronavirus, em live na qual o general adota seu papel de soldado

3 – Haisem – Você se surpreendeu com a notícia, dada pela colunista Monica Bergamo da UOL, segundo quem a vacina em que Bolsonaro aposta, que chega ao Brasil pela parceria da Fiocruz com a universidade britânica de Oxford, contém matéria prima importada da China como a que ele proibiu por esse motivo e resulta de convênio entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantã

4 – Carolina – Falta de insumos e alta de preços ameaçam retomada da indústria  – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. Em que esta conseqüência da pandemia da covid-19 poderá influir negativamente na retomada da economia depois da recessão por ela provocada.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.