A vitória dos sem-mandato

A vitória dos sem-mandato

Quase 60 milhões de eleitores votaram em Bolsonaro para fugir à ditadura dos partidos, que proíbem candidatos não filiados, os impõem, gastam bilhões e usam tempo obrigatório no rádio e TV para elegê-los

José Nêumanne

29 de outubro de 2018 | 18h24

Bolsonaro usa redes sociais para passar flagrantes de sua vida doméstica como arma de sedução. Foto: Jair Messias Bolsonaro/Instagram

O deputado Jair Bolsonaro, mesmo pertencendo ao baixíssimo clero da Câmara, obteve a vitória com dez milhões de votos a mais que o adversário do PT, Lula/Haddad, por ter sido escolhido por cidadãos sem mandato que não exerceram até esta eleição o princípio constitucional do poder emanado do povo e em seu nome exercido. Depois da posse, em 1.º de janeiro de 2019, para cumprir o que esse eleitorado que o batizou de mito exige, ele precisará fazer reformas que restaurem o erário com fim dos privilégios de castas do funcionalismo público, além de extinguir os entulhos das ditaduras partidárias, tais como o Fundo Eleitoral bilionário, a propaganda obrigatória das campanhas no rádio e na TV e revogar a proibição de candidaturas avulsas. Este foi meu comentário na cobertura do segundo turno das eleições gerais de 2018 na Rádio Eldorado – FM 107,3 – no domingo 28 de outubro de 2018, às 19 horas.

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