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A versão mutante de Bolsonaro

Presidente disse primeiro que não falou em PF na reunião que prova acusações de Moro contra ele, mas depois que a AGU reproduziu o que falou, foi obrigado a reconhecer que falou mesmo, ou seja, mentiu

José Nêumanne

15 de maio de 2020 | 21h29

Em cerimônia do hasteamento da Bandeira Nacional no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que não usou a palavra PF na reunião gravada, mas reconheceu depois que mentiu. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Tentando desmentir vídeo da reunião com provas de que interferiu na superintendência da PF no Rio, o presidente Jair Bolsonaro afirmou à imprensa que não havia menção à família nem à Polícia Federal no encontro. “Não existe no vídeo a palavra Polícia Federal e nem superintendente”, disse, então, sendo seguido na mesma narrativa por seus três ministros generais em depoimento no inquérito do STF a respeito das acusações de Sérgio Moro contra ele. Mas a Advocacia-Geral da União (AGU) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em manifestação para pedir ao decano Celso de Mello que não autorize a abertura do sigilo integral do vídeo trechos de sua participação na reunião citando a sigla PF. E ele voltou atrás. A versão é estapafúrdia e a situação piora muito quando ele a muda amiúde ao sabor da própria conveniência.

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Assuntos para comentário da sexta-feira 15 de maio de 2020:

 1 – Haisem – Em reunião, Bolsonaro cita ‘família’ e ‘PF’, diz AGU – diz título do alto da primeira página da edição de hoje. Se nem a Advocacia-Geral da União, em sua defesa, sustenta a versão que o presidente da República e seus ministros militares inventaram para seu desempenho na reunião dó conselho de governo, alguém ainda acredita nela

 2 – Carolina – Presidente pede a empresários ‘jogo pesado’ contra Doria – O que significa essa declaração de guerra do chefe do Poder Executivo federal contra os 27 chefes de Poderes Executivos estaduais em plena pandemia e visando a um cálculo para eleição de daqui a 2 anos e 5 meses

 3 – Haisem – Medida provisório dá salvo conduto a maus gestores – Que intenções você acha que pode haver nessa providência adotada pelo governo federal e quais são as chances de sua tramitação no Congresso

 4 – Carolina – Se é verdade que o Planalto é que pediu à deputada bolsonarista Carla Zambelli para oferecer vaga no Supremo Tribunal Federal a Sérgio Moro em troca da aceitação do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, em que se sustenta a única defesa do presidente da República diante das acusações do ex-ministro da Justiça ao pedir demissão

 5 – Haisem – Qual sua opinião sobre o artigo Limites e responsabilidades, do vice-presidente Hamilton Mourão na página 2 do Estadão de ontem

 6 – Carolina, Média de isolamento social no País é de 43,4% – diz a manchete do Estadão na primeira página hoje – Que conseqüências traz esta notícia para a situação que já é pra lá de preocupante na situação do atendimento hospitalar aos brasileiros infectados pela covid-19

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