A UDN nunca será como era
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A UDN nunca será como era

Formada por liberais contra Getúlio, oficiais remanescentes da Revolução de 1930 e talentosos oradores, velha UDN da democracia de 1946 não tem mais resquícios no grupo que usam a legenda hoje

José Nêumanne

18 de fevereiro de 2019 | 18h37

O general Juarez Távora e o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, dois nomes míticos da velha UDN, que não existe mais. Foto: Acervo Estadão

Legenda nobre da democracia brasileira de 1946, a União Democrática Nacional (UDN), parida no Manifesto dos Mineiros contra a ditadura do Estado Novo de Getúlio e extinta no regime militar de 1964, volta ao noticiário a reboque de uma notícia de que o clã Bolsonaro tem interesse de se mudar para a sigla renovada com armas e bagagens. Se isso for mesmo concretizado, o presidente Jair, que já passou por oito partidos desde sua disputa para vereador no Rio há 27 anos, não terá de mudar nada para deixar o tumultuado PSL e abraçar as três letras sob as quais combateram tribunos da estirpe de Carlos Lacerda e Afonso Arinos. É que a nova UDN nada tem a ver com esses liberais extintos.

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

 

Assuntos para o comentário:

1 – Haisem – O que tem a ver negociação do clã Bolsonaro com a nova UDN com a antiga agremiação de liberais contra o getulismo

 

2 – Carolina – Substituição de Bebianno na Secretaria-Geral da Presidência poderá aumentar participação de militares e também entra na galeria dos nomes ilustres do passado na dita “nova política”: Castelo Branco, Roberto Campos e agora Floriano Peixoto

SONORA_BEBIANNO 1802

 

3 – Haisem – Sobrinho da primeira mulher de Bolsonaro e íntimo do primo Carlos foi ao Planalto 58 vezes, mais do que o próprio presidente

 

4 – Carolina – Uso recorrente de mulheres humildes como laranjas expõe Fundo de Financiamento de Campanhas e cota feminina nas legendas

 

5 – Haisem – Lula não reconhece a sentença da juíza Gabriela Hardt na ação sobre o sítio de Atibaia que o condenou a 12 anos e 11 meses de prisão

 

6 – Carolina – Depois da delação de Palocci confirmando informação anterior dada por Joesley sobre conta no exterior, em que teria feito depósitos favorecendo Dilma, petistas temem prisão da ex

 

7 – Haisem – Texto de Astier Basílio no Estado da Arte no Portal do Estadão desfaz antigos mitos da esquerda no Brasil

 

8 – Carolina – Polícia barra torcida no Maracanã e tumulto causado pela decisão feriu 29 pessoas no lado de fora do tradicional estádio ontem à tarde

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: