A torpe exploração de Agatha
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A torpe exploração de Agatha

Morte da menina de 9 anos em favela no Rio é tragédia pessoal, familiar e nacional, e tentar usá-la a pretexto de desgaste político de Bolsonaro, Moro e Witzel é execrável

José Nêumanne

23 de setembro de 2019 | 17h42

População protestou contra PM de Witzel depois da morte da menina do complexo do Alemão com um tiro nas costas. Foto: Leo Correia/AP Photo

Agatha, de nove anos, foi baleada pelas costas quando viajava numa kombi no complexo de favelas de Alemão, no Rio. Mais uma vítima de bala perdida na guerra diária entre o crime organizado e o Estado incapaz, com vítimas inocentes no meio do tiroteio. Uma tragédia pessoal, familiar e do País. Aí entram em cena os torpes exploradores das tragédias do Brasil. A Folha abriu sua seção de cartas com um texto furioso de um leitor atribuindo o “assassinato” a Bolsonaro, Moro e Witzel numa tentativa de desgastar a imagem dos governantes. O ministro Gilmar Mendes relaciona o terrível episódio á má política de segurança pública, como se o STF nada tivesse a ver com isso, cabendo culpa apenas ao Poder Executivo. E o faz no Twitter depois de ter dado habeas corpus a empresários que construíram fortunas sob acusação pela polícia e pelo MP de desviarem verbas destinadas a hospitais públicos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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