A testemunha ostentação

A testemunha ostentação

Cabral negou tudo à PF, mas exibição de luxo e riqueza termina depondo contra ele

José Nêumanne

22 de novembro de 2016 | 12h35

Cabral e patota adoravam festas caras

Cabral e patota adoravam festas caras

Sérgio Cabral se disse indignado e negou todas as acusações que lhe estão sendo feitas na Operação Calicute, que investiga o uso de R$ 224 milhões em propinas pagas por empreiteiras a um esquema do qual ele é acusado de ser o chefão. Este é um direito que lhe é assegurado no Estado Democrático de Direito, o de não produzir provas contra si mesmo. A principal testemunha contra ele, contudo, além dos delatores premiados, é a ostentação com que ele, a mulher e seus parceiros dissiparam essa dinheirama toda em ostentação. A simples exibição de suas propriedades e seus gastos pessoais sem explicações razoáveis o torna um companheiro inevitável de desventura de seu padrinho Lula.

(Comentário no Estadão no Ar 2 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na terça-feira 22 de novembro de 2016, às 9h10m)

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