A prisão do depoente por perjúrio

Em decisão correta ética e juridicamente, Aziz deu ordem de prisão a servidor exonerado da Diretoria de Logística do Ministério de Saúde após ouvir suas cínicas mentiras em cinco horas de depoimento

José Nêumanne

08 de julho de 2021 | 14h56

Após cinco horas de depoimento, Dias teve prisão por perjúrio decretada pelo presidente da CPI da Covid no Senado, Aziz, pagou fiança e foi solto após mais cinco h oras sob custódia da polícia legislalativa. Foto: Waldemir Brreto/Agência Senado

A decisão do presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz, de ordenar a  prisão a Roberto Ferreira Dias, exonerado da diretoria de Logística do Ministério da Saúde nesta semana, tem respaldo ético e jurídico. Em cinco horas de depoimento, o depoente mentiu descaradamente até o momento em que a prisão foi decretada. Naquela ocasião, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, executou áudio do celular apreendido do cabo PM Luiz Paulo Dominguetti, autoproclamado vendedor de vacinas Astrozeneca, e nele o encontro, definido como casual por Dias, foi anunciado como prestes a acontecer. “Não há minha voz no áudio”, foi a reação dele. Os críticos da CPI, que se opõem à ordem de prisão por Aziz, não enxergam o óbvio benefício por ela produzido até agora.

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