A ‘pax toffoliana’
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A ‘pax toffoliana’

A paz entre poderes da República, prometida por Toffoli, é, na verdade, acordão de impunidade entre mandachuvas de Judiciário, Executivo e Legislativo, em prejuízo da vontade da cidadania, que quer ver bandidos punidos

José Nêumanne

14 Setembro 2018 | 06h54

Paz prometida por Toffoli, sucessor de Cármen Lúcia, é mero acordão com poderosos Temer e Eunício. Foto: Dida Sampaio/Estado

A notícia dada pela Empresa Brasileira de Comunicação, do governo Temer, a respeito da posse do novo presidente do STF, Dias Toffoli, definia seu perfil como o de  um conciliador, levando em conta a tarefa, que o próprio noticiado assumiu, de promover uma grande conciliação entre os poderes da República. Na verdade, a “pax toffoliana” não tem o espírito da democracia, pretendido por ele, pois se limita aos poderosos, que precisam de impunidade, e não da cidadania, que exige que os delinquentes da política profissional sejam punidos com base em dois princípios constitucionais que a cúpula do Judiciário não tem garantido: poder emanado do povo e igualdade de todos ante a lei. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da sexta-feira 14 de setembro de 2018.

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