A parceria de Adriano e Queiroz

MP e Polícia Civil do Rio flagraram nas investigações de peculato na Alerj ao menos sete elos entre assessor de Flávio e chefão miliciano, como depósitos em dinheiro vivo indo e voltando em suas contas

José Nêumanne

23 de julho de 2020 | 21h03

Queiroz, indo da prisão de Bangu para casa, espalhou muitas pistas de suas ligações com miliciano Adriano, entre as quais vaivém de depósitos em contas bancárias. Foto: Alexandre Brum/Estadão

O capitão Adriano da Nóbrega, expulso da PM por suas ligações com o jogo do bicho, e o subtenente Fabrício Queiroz, gestor das finanças do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, serviram no mesmo batalhão da PM em 1990, envolveram-se no assassinato de um suspeito na Cidade de Deus em 2003 e se comunicavam em dezembro de 2019, quando a mulher do segundo encontrou-se com a mãe do primeiro e o advogado de confiança do hoje senador, Boto Maia, para mandar um recado do segundo para o então foragido. Investigações do MPRJ e da Polícia Civil fluminense mapearam ao menos sete ligações entre os dois. E o capitão depositou R% 400 mil na conta do assessor do primogênito do presidente, evidência de que este participava da cobertura do outro, foragido da Justiça até ser executado na Bahia. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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