A mortandade dos inocentes

Os cadáveres enlaçados de pai e filha salvadorenhos na travessia do Rio Grande para um futuro melhor nos EUA emocionam o mundo diante da tragédia humanitária dos pobres que fogem de seus países sem liberdade nem pão

José Nêumanne

28 de junho de 2019 | 07h05

Os cadáveres d o salvadorenho Óscar e o de sua filha Valeria, de 1 ano e meio, agarrada a ele, na margem do Rio Grande, na fronteira dos EUA e México. Foto: Julia Le Duc/AP

O flagrante fotográfico do pequeno cadáver de Valéria, de 1 ano e meio, enlaçado no do pai, Oscar Ramírez, sob o olhar aterrado da mãe, Tania, na outra margem do Rio Grande, provocou uma onda de emoção no mundo inteiro, mas também muita indiferença. Trata-se do retrato de uma humanidade assolada por várias tragédias, entre as quais a violência de tiranias brutais e incompetentes que expulsam seus cidadãos de seus territórios e as más condições das fugas dessas pessoas em busca de um futuro mais digno em países mais ricos, com cada vez menos vontade e condições de receberem essas levas de imigrantes. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da sexta-feira 28 de junho de 2019.

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