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A Lava Jato morreu

Além de demitir diretor-geral da PF e levar Moro a pedido de demissão, Bolsonaro pôs petistas Mendonça e Aras em postos-chaves para sabotar combate à corrupção: procurador geral e ministro da Justiça

José Nêumanne

04 de maio de 2020 | 22h54

Petista Aras está pagando com juros o favor de sua nomeação transformando inquérito em que Bolsonaro é acusado em tentativa de incriminar Moro, acusador. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Com a demissão do ex-diretor-geral da Policia Federal, Maurício Valeixo, e o consequente pedido de demissão do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça, o presidente da República, Jair Bolsonaro, decretou a morte da Lava Jato, a mais bem-sucedida Operação de PF, MPF e Justiça Federal da História do Brasil, com cuja sobrevivência ele assumiu compromisso com eleitorado para manter. Em um ano e quatro meses de gestão, ele conseguiu o que PT, MDB, Centrão e todas as organizações partidárias criminosas do Brasil, não lograram em seis anos de existência. Além disso, pôs em postos-chaves os petistas André Mendonça no Ministério da Justiça e Augusto Aras na Procuradoria-Geral da República. Agora os bolsonaristas usam o gabinete do ódio para assassinar a reputação de Moro chamando-o de Judas. Traição ou deslealdade são palavras maneiras demais para definir o que, na verdade, o capitão fez para servir seus novos aliados do Centrão, que estão sendo comprados com verbas públicas para o livrarem e a seus filhos de investigações de crimes ominosos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará,

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