A insanidade de Lula
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A insanidade de Lula

Para soltá-lo, defesa do petista argumenta que este foi prejudicado por Moro, cuja sentença condenatória foi confirmada por 14 desembargadores e ministros e que será ministro de "adversário dele"

José Nêumanne

06 Novembro 2018 | 11h58

Lula e sua defesa nada esqueceram, nada aprenderam e tentam sempre a mesma coisa para obter resultados diferentes. Foto: Alex Silva/Estadão

A defesa de Lula encaminhou ao STF um recurso exigindo liberdade para seu cliente por “perda de imparcialidade do juiz” que o condenou, Sérgio Moro, porque este aceitou convite para o Ministério da Justiça feito por Bolsonaro, “adversário dele”. A megalomania do ex chegou a tal ponto que ele e seus defensores perderam a noção de Estado. O cargo é de governo e será preenchido pelo vencedor da eleição direta para presidente pelos votos de quase 58 milhões de cidadãos. Valem para essa batatada a sentença de Talleyrand sobre os Bourbons – “eles não esqueceram nada e não aprenderam nada” – e o diagnóstico de Einstein: “insanidade é repetir sempre o mesmo esperando efeito diferente”.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 6 de novembro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para o comentário da terça-feira 6 de novembro de 2018

 

1 – Haisem – Você acha que o fato de o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ter convidado o juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e este haver aceitado o convite configura alguma forma de parcialidade do magistrado na condução dos processos contra Lula, como alegou a defesa deste em recurso ao Supremo Tribunal Federal?

 

2 – Carolina – Que conseqüências imediatas pode ter a retaliação anunciada pelo governo egípcio, suspendendo a visita ao país de membros do governo brasileiro, inclusive o chanceler, Aloysio Nunes Ferreira, reagindo a declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre Israel?

 

3 – Haisem – Por que o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, negou liminar pedida pela defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares para suspender provisoriamente o cumprimento da pena de 6 anos que cumpre em Curitiba pela Operação Lava Jato ou a concessão de regime semi-aberto e em que isso afeta a “narrativa” do PT sobre a perseguição a seus ex-dirigentes?

 

4 – Carolina – Você acredita que o destino do italiano Cesare Battisti pode mudar depois do encontro do embaixador italiano no Brasil, Antonio Bernardini, com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e do pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para o Supremo Tribunal Federal priorizar o julgamento sobre a situação dele no Brasil?

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5 – Haisem – Quais são as razões que, a seu ver, levaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux a atribuir a perda de controle das fake news na eleição brasileira à facada desferida pelo militante de esquerda Adélio Bispo de Oliveira contra o presidente eleito Jair Bolsonaro?

 

6 – Carolina – O que provocou, em sua opinião, a mais recente troca de farpas entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas redes sociais e que tipo de conseqüências conflitos desta natureza afetam o nível do exercício da política no Brasil?

 

7 – Haisem – Que objetivos pretende alcançar, a seu ver, a ministra Cármen Lúcia, ao considerar “perigosa” a onda conservadora que, segundo ela disse em palestra sobre os 30 anos da Constituição da República, assola o Brasil e o mundo neste momento particular da História?

 

8 – Carolina – Que opinião você tem sobre a nomeação do ex-prefeito Gilberto Kassab para a chefia da Casa Civil do governador eleito João Doria Jr. e que conseqüências você prevê que essa atitude poderá ter sobre o futuro do PSDB no Estado e no País?