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A farsa da Justiça Eleitoral

TSE finge que investiga por falta de estrutura para fazê-lo, decreta multas pesadas, mas não as cobra, porque não tem como, e não dispõe de autonomia para julgar chefões políticos que nomearam seus ministros

José Nêumanne

18 de fevereiro de 2020 | 18h27

TSE não tem estrutura para investigar nem seus ministros dispõem da mínima independência para julgar chefões políticos que os nomearam. Foto: Estadão

A Justiça Eleitoral é a maior enganação da paróquia: os ministros do TSE são políticos ou indicados por políticos e garantem impunidade total aos partidos e seus dirigentes que cometem delitos nas eleições. Eu sempre argumentei isso contando histórias da impunidade, que aumentou com a decisão criminosa do STF de transferir todos os delitos cometidos nas eleições e seus praticantes para o âmbito dela, que não tem estrutura técnica para investigar. Agora, Carolina Brígido provou no Globo que multas pesadas que são anunciadas para enganar trouxa, na verdade nunca são cobradas. E nem é para cobrar, pois a única forma de fazê-lo seria o próprio cidadão escrever longos requerimentos questionando se determinados políticos maus pagadores afinal de contas honraram ou não seus compromissos. Este é definitivamente o país do faz de conta e isso é mais patente no Judiciário lerdo e ineficaz. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.