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A facção bolsonarista da PF

Paulo Marinho contou em entrevista que grupo bolsonarista na PF já funcionava antes mesmo do fim da disputa da eleição, pois delegado vazou para primogênito do presidente informação de interesse da família

José Nêumanne

18 de maio de 2020 | 22h05

Grupo bolsonarista na PF é liderado pelo delegado Ramagem, que STF impediu de dirigi-la, mas pôs na direção-geral um pau mandado, Rolando Alexandre. Foto: Adriano Machado/Reuters

Paulo Marinho, empresário carioca que emprestou a própria casa para Jair Bolsonaro usar como estúdio de TV de sua propaganda na campanha e é suplente do senador Flávio, o filho 02 do poderoso chefão, contou à colunista Mônica Bergamo da Folha de S.Paulo que este lhe contou que foi avisado por um delegado bolsonarista que o Coaf tinha entregue à PF relatório sobre movimentação financeira atípica de seu fac totum no gabinete da Alerj, Fabrício Queiroz. A história é coerente com os fatos, pois o então deputado estadual no Rio demitiu o ex-sargento da PM e a filha dele antes de a informação ser publicada pelo Estadão em dezembro de 2018, quando seu pai era presidente eleito. Bolsonaro é denunciado por crimes gravíssimos, um dos quais da alçada da Justiça Eleitoral. Resta saber se Aras se dispõe a denunciar.

Assuntos para comentário da segunda-feira 18 de maio de 2020:

 1 – Haisem – Em que as informações dadas pelo empresário Paulo Marinho, em cuja casa no Rio funcionou o QG de comunicação da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, confirma de forma contundente as acusações de Sérgio Moro contra Jair Bolsonaro sobre tentativa de controlar a Polícia Federal para proteger um amigo e a família

 2 – Carolina – Se a repórter Thaís Oyama garante que o federal que vazou a investigação sobre a rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alert que este não foi Alexandre Ramagem que o fez, a versão de Paulo Marinho justifica o sonho do presidente da Republica de torná-lo diretor da PF

 3 – Haisem – Em que a reportagem de Fausto Macedo em seu Blog no Portal do Estadão pôs por terra as versões fictícias narradas pelo Palácio do Planalto segundo as quais o presidente da República se referia ao Gabinete de Segurança Institucional, e não à Polícia Federal, como motivo de sua ira na reunião do Conselho de Governo, que está para ter o sigilo derrubado pelo relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello

 4 – Carolina – PGR pede para PF ouvir empresário que relatou vazamento a Flávio – Este é o título de uma notícia na capa do Portal do Estadão. Você acha que o impacto desta revelação poderá convencer o procurador-geral da República, Augusto Aras, a, enfim, pedir que Supremo Tribunal Federal investigue o presidente e a família Bolsonaro

 5 – Haisem – Bolsonaro leva 11 ministros a ato de apoiadores – Diz chamada de primeira página da edição do Estadão de hoje. O que mais chamou sua atenção neste episódio

 6 – Carolina – Estados dão reajustes a servidores no meio da pandemia – Diz manchete de primeira página do Estadão de hoje. O que há de revelador e relevante nesta notícia, a seu ver

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