A ditadura e o crime
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A ditadura e o crime

Filme de Babenco sobre Lúcio Flávio aborda nas entrelinhas relações entre crime, ética e ditadura

José Nêumanne

14 Março 2017 | 17h54

Lúcio Flávio, o passageiro da agonia

Lúcio Flávio, o passageiro da agonia

A entrevista que o repórter José Louzeiro fez com o primeiro bandido famoso da classe média no Rio, Lúcio Flávio Vilar Lírio, que utilizou um tipo de código de ética na vida do crime, fez história na imprensa brasileira e ele logo a publicou num best-seller: o livro Lúcio Flávio – Passageiro da Agonia. Hector Babenco, que nasceu na Argentina, naturalizou-se brasileiro só para atender ao apelo ético do roteiro. A fita, arrasa-quarteirão à época do lançamento, em 1978, foi incluído na programação da TV Brasil, à noite, Oportunidade para conferir o que escreveu Luiz Carlos Merten no Caderno 2 do Estadão: “nas entrelinhas, expõe a ligação dos porões da ditadura com o crime organizado”. Um  feito!

(Comentário no Direto da Moviola do Estadão no Ar da Rádio Estadão na terça-feira 14 de março de 2017, às 7h50m)

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