A crise particular de Bolsonaro
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A crise particular de Bolsonaro

Em resposta ao ministro Moraes, relator no STF de ação da OAB pedindo explicações do presidente sobre sua conduta no combate à covid-19, AGU disse que segue diretriz do governo, mas ele critica Mandetta

José Nêumanne

07 de abril de 2020 | 18h59

 

 

Na frente do jardim do Palácio da Alvorada, Bolsonaro mistura-se com populares que foram aplaudi-lo sem dar a mínima para isolamento social receitado por seu ministro da Saúde. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ontem eu contei aqui que o ministro do STF Alexandre de Moraes intimou o presidente da República a responder ao questionamento da OAB sobre se, afinal, segue ou não a política de combate ao coronavírus de 196 países do mundo, orientados pela OMS, e do Ministério da Saúde do próprio governo que ele comanda. A resposta do AGU, André Mendonça, foi totalmente surpreendente ou uma mentira cínica. Pois informou que o interpelado chefia o governo e, portanto, segue as orientações citadas. Mas depois de passar o Domingo de Ramos num ridículo punhado de fiéis devotos no portão do jardim do Palácio da Alvorada, Jair Messias inaugurou a semana plantando notícia de que demitiria Luiz Henrique Mandetta da pasta. Ou seja: desmentiu a resposta escrita em papel timbrado do encarregado da defesa da instituição que chefia numa intolerável tentativa de ludibriar a cúpula do Judiciário. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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