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A conexão Queiroz-Bolsonaro

Quebra do sigilo da conta de Queiroz no banco pelo MP do Rio desmascarou desculpa dada pelo presidente de que depósito de cheques para Michelle seria pagamento de empréstimo feito por ele ao velho amigo

José Nêumanne

08 de agosto de 2020 | 21h10

Em 2019, quando estourou o escândalo do peculato no gabinete do primogênito, Bolsonaro explicou cheques de Queiroz para Michelle como pagamento de empréstimo pessoal, mas a desculpa agora gorou. Foto: Dida Sampatio/Estafão

A quebra do sigilo bancário de Queiroz, ex-faz-tudo da famiglia Bolsonaro, revelada pela revista Crusoé e pela Folha de S.Paulo, com confirmação de O Globo, levou o MP do Rio a encontrar depósitos dele na conta de Michelle, mulher do presidente Jair Bolsonaro, no valor total de R$ 93 mil, distribuídos em pelo menos 21 cheques dele entre 2011 e 2016 e pelo menos mais quatro cheques datados de 2011 e assinados por sua mulher, Márcia Aguiar. O casal depositante está, como se sabe, em prisão domiciliar com tornozeleiras em casa. O MP considera o primogênito do capitão, Flávio, chefe de uma organização criminosa que, em 483 depósitos, praticou peculato (uso de recurso público de forma criminosa em benefício pessoal, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa) no gabinete do atual senador na Alerj. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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