A cavalo contra a democracia

Depois de sobrevoar de helicóptero ato antidemocrático na companhia do ministro da Defesa, que chefia Forças Armadas, Bolsonaro pediu emprestado cavalo de PM para impressionar admiradores

José Nêumanne

02 de junho de 2020 | 21h22

A cavalo, para reforçar aliança simbólica com fascista Mussolini e general Newton Cruz, de triste memória, Bolsonaro lança populismo equestre no Brasil. Foto: Camila Turtelli/Estadão

No sábado, à noite, o grupo “300 pelo Brasil”, que não reunia mais de 30, liderados por Sara Winter, fizeram uma passeata imitando os supremacistas brancos da Ku Klux Klan, que enforcavam negros no Sul dos EUA, até a frente da sede do STF para insultar os 11 ministros, em especial, Alexandre de Moraes. No domingo, o presidente Jair Bolsonaro deu uma carona para o ministro da Defesa, general (da ativa) Fernando Azevedo e Silva, para apoiarem uma manifestação contra o STF e o Congresso. O decano Celso de Mello, relator no STF dp inquérito das acusações de Moro contra o chefe do Executivo, alertou para as semelhanças entre o Brasil atual e a República de Weimar, na qual o chanceler Adolf Hitler deu um golpe totalitário, que terminou provocando uma tragédia mundial. Ao apoiar esses apoiadores, o “capitão cloroquina” conseguiu unir um Supremo que até agora era dividido ao meio, em 6 a 5. Direto Ao assunto. Inté E só a verdade nos salvará.

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