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A capivara do líder de Bolsonaro

Barros passou pela prefeitura de Maringá, por liderança, vice-liderança e ministério de PSDB, PT e MDB, é figurinha carimbada no combate à corrupção e foi escolhido pelo presidente para "mudar o Brasil"

José Nêumanne

19 de agosto de 2020 | 22h02

Em café da manhã comemorativo no Palácio da Alvorada com Barros, ex-líder, ex-vice-líder e ex-ministro dos três últimos presidentes, do PT e do PMDB e protagonista de processos de corrupção na justiça, recebeu do atual a missão de “mudar o Brasil”. Foto:Twitter/Reprodução

Nesta terça-feira, 18 de agosto de 2020, o presidente Jair Bolsonaro recebeu seu novo líder na Câmara dos Deputados, Ricardo Barrros, do PP de Arthur Lira e, portanto, do Centrão, com palavras de celebração: “muito feliz e muito grato com a chegada dele para mudar o Brasil”. Ex-líder de FHC, do PSDB, ex-vice-líder de Lula e Dilma, do PT, e ex-ministro da “Saúde” de Temer, do MDB, o conviva é também proprietário de uma fornida folha corrida nos arquivos do combate à corrupção: condenado a ressarcir o erário por fraude na venda de maquinário no Paraná, citado nas planilhas do propinoduto da Odebrecht, denunciado pelo MPF de Augusto Aras por “improbidade administrativa” e acusado de receber R$ 5 milhões de propina da Galvão Engenharia, ele atende ao figurino dos “20 meses sem corrupção”, que os bolsonaristas fiéis ao “mito”, comemoram, cegos pelo fanatismo, como não surpreende ninguém. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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