A caixa-preta da caixa-preta
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A caixa-preta da caixa-preta

Presidente do BNDES nada esclareceu ao trabalhador brasileiro, proprietário do banco público, sobre custo milionário e resultado nulo de auditoria americana sobre suas denunciadas operações ilícitas na era PT

José Nêumanne

30 de janeiro de 2020 | 13h04

Além de nada esclarecer sobre auditoria milionária que nada revelou, Montezano introduziu novas dúvidas sobre sua gestão no BNDES. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, tentou explicar, mas não explicou, por que pagou mais caro (sejam os R$ 48 milhões que o próprio banco informou, sejam os R$ 42,6 milhões que ele próprio calculou) auditoria encomendada por Paulo Rabello de Castro no governo Temer. Ninguém ficou sabendo por que os auditores americanos, que trabalharam para Odebrecht, que anunciou calote bilionário no banco público, foram encarregados da tarefa. Nem por que eles não tiveram acesso a certos documentos. Que documentos? Por que gastar 68 vezes o custo do voo do segundo da Casa Civil a Davos e Nova Délhi, o que lhe custou duas demissões, e o Yuppie da Tijuca continua contando lorotas a custo altíssimo? Sua entrevista só aumentou o total das dúvidas.

Assuntos para comentário da quinta-feira 30 de janeiro de 2020

1, BNDES defende auditoria e diz que País ‘legalizou’ corrupção é o que diz a manchete da edição do Estadão hoje. Você ficou convencido disso depois das explicações dadas ontem pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano

2, O que teria levado, na sua opinião, o presidente da República, Jair Bolsonaro, a demitir o ex-número 02 da Casa Civil, Vicente Santini, mas não tomar a mesma decisão em relação a Montezano, também pessoa de seu convívio familiar, conforme ele mesmo revelou anteontem

3, O que você acha de mais revelador na nomeação do demitido Vicente Santini por seu sucessor no cargo do qual foi afastado para uma assessoria da mesma Casa Civil, da qual ele tinha sido demitido no dia anterior

4, Você chegou a se surpreender com o sim que a atriz Regina Duarte, definida na primeira página do Estadão de hoje como A nova cara da Cultura deu ao presidente Jair Bolsonaro para assumir a Secretaria, da qual fora afastado o Josef Goebels da Guanabara, Roberto Alvim

SONORA 3001 REGINA

5, Que efeitos são esperados da disseminação do novo coronavírus a partir da China no desempenho das exportações brasileiras no mercado mundial

6, O que teria levado, a seu ver, o advogado-geral da União, André Mendonça, a apoiar de forma enfática a instituição do juiz de garantias, inspirada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, adiada por outro, Dias Toffoli, e detonada pelo terceiro, Luiz Fux

7 – O que há de verdadeiro e sincero na declaração feita por Lula ao UOL de que ele nunca interferiu na liberdade de expressão em seus governos

8 – Você enxerga alguma evidência de que a delação premiada do ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, possa estar subindo no telhado, como se diz na gíria

 

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