A banca dos distintos
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A banca dos distintos

17 procuradores do Rio querem ver Gilmar longe dos julgamentos do ex-presidente da Fecomércio, que, em 2016, deu R$ 50 mil para patrocinar eventos do IDP, empresa do "supremo", caso grave, mas punição improvável

José Nêumanne

07 Junho 2018 | 17h45

Gilmar Mendes se considera “supremo” e nunca se considera impedido de julgar amigos e patrocinadores de seu IDP. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

É pouco provável que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acate pedido de 17 colegas dela, procuradores federais do Rio de Janeiro, para afastar Gilmar Mendes de casos que envolvam Orlando de Santos Diniz, presidente da Fecomércio daquele Estado por 20 anos, no STF. A alegação é grave: um patrocínio de R$ 50 mil para o Instituto de Direito Público, que pertence ao ministro, que se diz supremo. Mas ele tem sólida blindagem: indicou a chefe do Ministério Público Federal a Temer, que a nomeou, e colegas de toga e senadores da República, únicos que podem julgá-lo, não demonstram muita disposição para encampar pleitos que contrariem o amplo, geral e irrestrito corporativismo, que lhes garante até ala exclusiva no aeroporto. Argh! Este é um de meus comentários no Estadão às 5 na TV Estadão, ancorado por Emanuel Bomfim, com explanação de Celso Ming, colunista de economia transmitido do estúdio na redação do jornal, sobre a alta do dólar, e retransmitido por Youtube, Twitter, Periscope e Facebook na quinta-feira 7 de junho de 2018, às 17 horas.

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