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A bala de prata de Moro

Vídeo da reunião em que Bolsonaro ameaçou demitir ex-juiz do Ministério da Justiça se não pudesse interferir na PF no Rio para evitar que família e amigos sejam prejudicados é prova-bomba

José Nêumanne

13 de maio de 2020 | 22h22

O ex-ministro Sérgio Moro, o procurador-geral da República Augusto Aras e o advogado-geral da União José Levi Mello do Amaral Júnior. Fotos: Ernesto Rodrigues/Estadão, Dida Sampaio/Estadão e Wilson Dias/Agência Brasil

Quem viu o vídeo da reunião do Conselho de Governo de 22 de abril ontem em Brasília contou o que pode vir a ser a bala de prata do ex-ministro Sérgio Moro nas denúncias que fez contra o presidente Jair Bolsonaro depois da demissão do diretor-geral da PF de então, Maurício Valeixo, que provocou seu imediato pedido de demissão. Perplexa, a platéia presente viu e ouviu o chefe do Poder Executivo dizer aos berros e disparando palavrões que não podia deixar a família exposta a perseguições e, por isso, precisava por alguém de confiança na superintendência da polícia judiciária no Estado que chama de seu, o Rio de Janeiro. Diante disso, não vai ser fácil para o procurador-geral da República, Augusto Aras, continuar passando o pano para aquele que o indicou para o topo da carreira e de quem espera ser indicado para a vaga do decano Celso de Mello no Supremo. Nas mãos deste está o cumprimento da transparência democrática autorizando divulgar o vídeo-bomba. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

Para ver o vídeo no YouTube clique aqui

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