A astúcia do capitão Bolsonaro

A astúcia do capitão Bolsonaro

Chefões de organizações partidárias pensaram que tinham cercado todas as chances de povo ter candidato fora de seus quadros, desprezaram astúcia de Bolsonaro e terminaram perdendo eleição, bem feito

José Nêumanne

29 de outubro de 2018 | 17h17

Eleitores de Bolsonaro assistem no telão na frente da casa dele seu primeiro pronunciamento em live. Foto: Wilton Jr./Estadão

Os chefões das organizações ditas partidárias pensaram que tinham fechado todas as portas eventuais para a conquista do poder pelo povo brasileiro e terminaram perdendo a eleição presidencial deste ano porque não contaram com a astúcia do capitão Jair Bolsonaro, que teve apenas quatro votos na eleição para presidente da Câmara, ou seja, é membro do baixíssimo clero. Não se lembraram que o PSL repetiu, de certa forma, desempenho do PRN, legenda pela qual Fernando Collor foi eleito em 1989, com a diferença de que o PSL, agora com um só deputado, elegeu neste pleito uma bancada de 52. A diferença com Jânio Quadros é que ele, egresso do PTN, foi eleito com o apoio da grande UDN.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 29 de outubro de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.