O inferno de dantes
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O inferno de dantes

Ao afastar Jucá do Ministério do Planejamento, Temer adotou atitude republicana que Dilma e o PT desprezaram

José Nêumanne

24 de maio de 2016 | 17h36

Governo anuncia medidas para evitar inferno de dantes

Governo anuncia medidas para evitar a volta ao caos

Impressionante é que o PT que sempre execrou os “vazamentos seletivos”, festeja a crise no governo substituto como se esta não fosse, e é, sim, produto de um. Mais típico ainda do partido que está sendo apeado do poder federal em impeachment legal, e não por um golpe, é festejar a crise causada pela reunião desastrada de Jucá com Machado. A obstrução de Justiça na nomeação de Lula para a Casa Civil é do mesmo teor e ainda mais grave, já que Dilma foi protagonista dela e Michel Miguel não merece acusação idêntica no caso em tela, pelo menos até o momento. Além do mais, o novo paradigma Temer ressuscita o precedente Itamar, quando o também vice que se tornou o melhor presidente da História da República, afastou o chefe de sua Casa Civil, Henrique Hargreaves, até a Justiça o livrar de qualquer culpa em episódio jurídico em que fora denunciado. Não se conhece atitude nenhuma da afastada em relação a qualquer um de seus ministros. Aloizio Mercadante foi pilhado em suspeita de delito bem similar ao de Jucá e ela o transferiu da Casa Civil para o Ministério da Educação, muito mais pela antipatia do padim Jararaca & Ratão do que pelas evidências no caso. José Eduardo Cardozo foi acusado de ter participado da operação “Exporta Cerveró” e até hoje advoga pra ela. E assim permaneceram intocáveis todos, incluindo o porta-voz Edinho Silva e Ricardo Berzoini, que, sempre cego a delitos cometidos por companheiros e dos quais ele também é acusado, agora enxerga evidências de golpe na conversa de Jucá com Machado, como se estes fossem os responsáveis pelo inferno de Dilma, que já se configura muito mais maligno do que o Inferno de Dante.

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