Aprimorando a democracia
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Aprimorando a democracia

Críticos da polarização "radical" da eleição presidencial no primeiro turno são candidatos derrotados, militantes de ideologias rejeitadas ou pessoas que se acham melhores do que os cidadãos que votaram

José Nêumanne

08 Outubro 2018 | 19h16

Cidadãos contribuíram com fortalecimento e maturidade do Estado de Direito votando em paz e sem atropelos. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A moda do momento no Brasil é desqualificar o primeiro turno da eleição presidencial a pretexto de condenar a radicalização entre esquerda e direita dos dois mais votados e que, por isso, estão no segundo turno. Esta é uma crítica de pessoas autoritárias e preconceituosas que se sentem acima do bem e do mal para julgar quem pode, ou não deve, presidir a República nos próximos quatro anos. A democracia brasileira só amadureceu e se fortaleceu com a disputa de um pleito que, ao contrário de muitos anteriores, não foi deturpado nem fraudado por campanhas bilionárias, práticas de estelionato explícito e outros vícios que, estes sim, prejudicam o Estado de Direito em nome de nobres conceitos, que não se realizam.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 8 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos do comentário da segunda-feira 8 de outubro de 2018-10-07

 

1 – Haisem – Durante toda a campanha eleitoral que está em curso políticos que sentiam o cheiro da derrota, jornalistas brasileiros ou estrangeiros apressados em seus julgamentos e intelectuais decretaram que a disputa a ser decidida nas urnas era entre direita e esquerda. Computados os votos do primeiro turno, o candidato tido como nazifascista teve m48,26% dos votos. Isso quer dizer que metade do povo brasileiro é radical de direita?

SONORA BOLSONARO PT

 

2 – Carolina – O fato de ter chegado a menos de dois pontos porcentuais da vitória em primeiro turno assegura o triunfo no segundo turno para o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ou, ao contrário disso,  o descredencia para ganhar a eleição e governar o Brasil a partir de 1.º de janeiro de 2019?

 

3 – Haisem – Como saem dessa refrega eleitoral emocionante instituições tidas como pétreas na política brasileira como o horário eleitoral obrigatório no rádio e na televisão, o fundo partidário e a Presidência da República, cujo ocupante não apenas não teve um candidato para chamar de seu, tornando-se, ao contrário, um peso para qualquer pretendente?

 

4 – Carolina – Que destino terá o PSDB, que, até a última eleição, disputou voto a voto a presidência da República com o PT e nesta apresentou um candidato que teve quase todo o tempo do horário do rádio e da TV e uma coligação enorme e terminou em quarto lugar com pífios 4% dos votos e com desempenho humilhante no Estado que governou, São Paulo?

 

5 – Haisem – A que a estratégia de Lula de impor a própria candidatura, apesar de ser inelegível por ser ficha-suja e estar condenado e preso,  conduziu o futuro de seu partido, o PT, depois do massacre sofrido nas eleições municipais de 2016?

SONORA HADDAD DEMOCRATAS

 

6 – Carolina – Quem estava certo de que bastaria concorrer para garantir o foro privilegiado com a reeleição e terminou com a notícia amarga de que não voltará ao Congresso Nacional em 1.º de janeiro próximo e terá de conviver com o risco de responder na Justiça comum por eventuais deslizes na área criminal?

 

7 – Haisem – Como saiu desta eleição a reputação dos sempre requisitadíssimos institutos de pesquisa de intenções de voto, na sua opinião?

 

8 – Carolina – Quais são os campeões de votos que chamaram sua atenção nas disputas pelos governos estaduais, para o Senado Federal e para a Câmara dos Deputados?