Uma ideia para o fim da decisão por pênaltis

Marcos Guterman

19 de março de 2010 | 00h37

O colunista de futebol do New York Times, Christopher Clarey, é vigorosamente contra a decisão por pênaltis, modalidade que ele chama de “pesadelo recorrente” – afinal, lembra, duas das quatro últimas finais de Copa foram resolvidas dessa maneira.

Clarey acha que a solução não passa pelo “cara ou coroa”, claro. É preciso premiar o melhor, e não o mais sortudo na moedinha. Por isso, ele sugere que se adote a redução progressiva de jogadores.

A fórmula de Clarey é simples: se o jogo terminar empatado no tempo normal, joga-se uma prorrogação de 10 minutos com 10 jogadores de cada lado; se o empate persistir, jogam-se mais dez minutos, mas com 9 de cada lado, e assim sucessivamente até que restem 7 em cada time, número mínimo exigido pela lei do futebol. Para contornar o cansaço do time, as substituições poderiam ser feitas sem limite. Tudo isso seria uma maneira, diz Clarey, de permitir que os jogadores criativos tenham mais espaço para jogar – e, portanto, mais possibilidades de fazer gols. Só então, se a igualdade se mantiver, os pênaltis poderão ser um recurso.

Para o colunista, a fórmula preservaria mais a essência do futebol, que é “uma série de disputas dentro de uma disputa maior”, do que “pedir para alguém chutar uma bola parada contra um goleiro solitário e enfrentar a maldição de uma nação se mandar a bola na trave”.

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