Um plano para salvar os jornais impressos

Marcos Guterman

06 de dezembro de 2009 | 16h56

Axel Springer, publisher do maior jornal europeu em vendas, o sensacionalista alemão Bild, acha que encontrou a solução para a sobrevivência dos jornais impressos em tempos de internet.

Assim como seu colega Rupert Murdoch, ele acha que não há outra saída a não ser cobrar pelo conteúdo “de qualidade” – mesmo para os, digamos, “padrões” do Bild. Só que, em vez de brigar com o Google, como faz Murdoch, Springer sugere uma parceria com o gigante das buscas, no que chamou de “solução de mercado de um clique”.

A idéia de Springer é colocar uma espécie de “etiqueta de preço” nos links oferecidos pelo Google nas buscas. Ou seja: o internauta terá uma oferta de material pago quando fizer sua busca, e poderá escolher o mais barato ou o que mais lhe chamar a atenção.

Ele dá, como exemplo, o episódio do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, flagrado com modelos nuas em sua casa de veraneio na Sardenha. As fotos foram publicadas pelo El País. “Quanto você pagaria para vê-las? Certamente, cinco euros”, calcula Springer.

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