Um passo inédito para legalizar as drogas

Marcos Guterman

13 de fevereiro de 2012 | 21h10

O guatemalteco Otto Pérez Molina, que se elegeu prometendo combater o narcotráfico, tornou-se no sábado passado o primeiro presidente latino-americano no exercício do cargo a propor a legalização das drogas na América Central. Até então, somente ex-presidentes, como Fernando Henrique Cardoso, haviam feito tal defesa – o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, também já se disse a favor, desde que houvesse um “consenso global” sobre o assunto.

Molina disse que fará a defesa de sua proposta na próxima cúpula de líderes regionais – sabe-se que 90% da cocaína consumida nos EUA passa pela América Central. É por isso que o presidente quer despenalizar o transporte da droga. Segundo ele, os bilhões de dólares despejados pelos americanos na região para combater o tráfico têm sido inúteis.

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