Um jeito humano de matar galinhas

Marcos Guterman

23 de outubro de 2010 | 00h03

Dois grandes produtores de frango nos EUA, Bell & Evans e Mary’s Chickens, anunciaram um novo sistema para matar os bichos, de maneira mais “humana”. Segundo o New York Times, dióxido de carbono é liberado para deixar as aves inconscientes. Em seguida, elas são penduradas de ponta-cabeça e degoladas, mas sem estresse.

O modo, digamos, bárbaro de abater as galinhas é alvo de críticas há tempos. Por essa razão, o novo método tende a melhorar o marketing dos frangos – o problema, como diz o Times, é como falar sobre esse assunto com o consumidor. “A maioria das pessoas não quer pensar sobre como o animal foi morto”, diz David Pitman, da Mary’s Chickens.

O rótulo do frango pode vir com informações como “morto de forma humana”, “humanamente processado” ou “manuseado humanamente”. A ideia é mostrar que as aves não sofreram “dor ou desconforto extra nos últimos minutos de sua vida”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: