Sim, existem atletas que não querem só dinheiro

Marcos Guterman

29 de janeiro de 2011 | 00h15

Gil Meche era, até semana passada, jogador do time de beisebol Kansas City Royals. Seu contrato previa que ele ganharia, neste ano, US$ 12 milhões. Com um problema crônico no ombro, Meche não poderia jogar – mas, mesmo assim, ele deveria receber cada centavo do salário, conforme previsto nas regras da liga americana de beisebol. Na semana passada, porém, ele anunciou sua aposentadoria. Disse que prefere parar de jogar a ganhar dinheiro sem entrar em campo.

“Quando eu assinei meu contrato, meu objetivo principal era fazer por merecê-lo”, explicou Meche. “Quando eu comecei a perceber que eu não estava merecendo meu dinheiro, eu me senti mal. Eu estava ganhando uma quantidade absurda de dinheiro para nem mesmo pisar no campo. Honestamente, eu não achava que estivesse merecendo. Eu não quero ter esse tipo de sensação de novo.”

Tudo o que sabemos sobre:

esporte

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.