Realismo econômico, enfim, chega a Cuba

Marcos Guterman

26 de setembro de 2009 | 01h31

O governo cubano começa a desmontar a imensa estrutura paternalista que garante tudo subsidiado para os trabalhadores do país há décadas. O motivo é simples: a economia não suporta mais.

A alimentação gratuita será o primeiro ponto a ser modificado – os funcionários receberão um reforço no salário em troca do fim do fornecimento. Além disso, a famosa “libreta de racionamiento”, instrumento para racionar alimentos e produtos de consumo em larga escala, usado desde 1962, também deve ser abandonada. Só os mais necessitados continuarão a ter o direito.

“É preciso eliminar os gastos que são simplesmente insustentáveis, que têm crescido ano a ano e que, além disso, estão fazendo com que as pessoas sintam que não têm necessidade de trabalhar”, disse Raúl Castro.

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