Racismo em seu estado puro

Marcos Guterman

29 de janeiro de 2010 | 00h20

Na semana passada, o cônsul do Haiti em São Paulo, George Samuel Antoine, sugeriu que o terremoto no país tinha sido resultado de “macumba” e que “todo lugar que tem africano tá fodido”. Naquela oportunidade, parecia que todos os limites haviam sido superados.

Mas não. O deputado federal mexicano Ariel Gómez León conseguiu ir ainda mais longe. Em seu programa de rádio, León reclamou da ajuda de seu país ao Haiti – que significou um desconto no salário dos parlamentares. Disse que os haitianos que aparecem nas filas recebendo donativos “não têm cara de necessitados, mas de abusivos insaciáveis”. Afirmou ainda que, “como todos são negros e se parecem tanto”, os haitianos deveriam ser marcados “com uma tinta indelével, para que não recebam ajuda duas vezes”.

(Dica da amiga Marta Cury Maia)

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