Poesia e dinheiro: tudo a ver

Marcos Guterman

18 de março de 2009 | 00h32

A crise pegou a Europa em cheio, e já há quem fale em depressão. Existe uma forte pressão para que o Banco Central Europeu delineie rapidamente medidas para o momento em que a política de redução de juros deixar de fazer efeito. A esse respeito, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, foi desesperadoramente lacônico: “Estamos num processo contínuo de estudo de medidas suplementares e estudando a necessidade de adotá-las”.

No dia anterior, Trichet pareceu muito mais à vontade. Bem ao estilo europeu, ele participou de um seminário sobre cultura no continente, e fez considerações profundas e eloqüentes sobre os elos entre

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“Há uma relação entre poesia e dinheiro que sempre me espantou. Poemas, como moedas de ouro, são feitos para durar, para manter sua integridade, sustentada pelo seu ritmo, por suas rimas e suas metáforas. Nesse sentido, eles são como dinheiro – eles têm um ‘estoque de valor’ no longo prazo. Ambos aspiram à inalterabilidade, enquanto ambos são destinados a circular de mão em mão e de mente em mente”.

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