Pobres bancos

Marcos Guterman

03 de março de 2012 | 14h00

Os bancos americanos sofreram bastante com a crise deflagrada em 2008, razão pela qual precisaram inventar novas formas de ganhar dinheiro, informa a Associated Press. À custa, claro, dos clientes.

O Wells Fargo, por exemplo, cobra US$ 15 por mês dos correntistas que não tiverem pelo menos três contas no banco, US$ 7.500 depositados ou uma hipoteca. Já o cliente do Citibank tem de pagar US$ 20 por mês se sua conta não tiver pelo menos US$ 15 mil – em dezembro, eram US$ 6 mil.

Os bancos tinham a intenção de cobrar US$ 5 por movimentações com cartão de débito, mas a medida foi alvo de protesto até no Occupy Wall Street.

Normalmente, os bancos fazem dinheiro com o que se chama de “spread”, que é a diferença entre a taxa de juros que eles pagam pelo dinheiro que captam e a que cobram dos clientes no empréstimo. Mas, como os juros despencaram nos EUA, essa margem caiu dramaticamente, e junto com ela os lucros.

Especialistas dizem, porém, que o custo das tarifas bancárias ficará tão alto que alguns correntistas serão obrigados a manter seu dinheiro fora dos bancos.

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