Pesadelo do Natal para os cristãos no Iraque

Marcos Guterman

22 de dezembro de 2009 | 20h03

Os cristãos iraquianos estão enfrentando imensas dificuldades para celebrar o Natal, mostra o New York Times. O risco de massacres, por causa da hostilidade de grupos armados muçulmanos, é real. Nas igrejas de Bagdá, cercadas por soldados, os fiéis são obrigados a mostrar identificação e convencer os agentes de segurança de que seus sobrenomes são cristãos – o objetivo é impedir que terroristas suicidas entrem. Muitos cristãos têm evitado ir às igrejas, mas a possibilidade de ser assassinado dentro de casa também existe.

Segundo o Times, o problema piorou consideravelmente depois da invasão americana, em 2003. Como neste ano a celebração do Natal coincide com a Ashura, uma das datas mais importantes para os xiitas, os cristãos temem que haja ainda mais incidentes.

Mas há quem não tema nada, como Ann Benjamin, de 26 anos: “Eu não tenho medo de ir à igreja. Se eu morrer lá, ficarei feliz por morrer na casa de Deus”.

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