Os mártires da liberdade em Cuba

Marcos Guterman

04 de março de 2010 | 01h24

O dissidente cubano Guillermo Fariñas, de 48 anos, ainda estava vivo nesta quarta-feira, dia 3. Ele é um veterano das greves de fome – fez 23 delas desde 1989, para protestar contra o governo dos alegres companheiros do presidente Lula. Na última delas, em 2006, pedia que a gerontocracia ditatorial cubana liberasse a internet para todos os moradores da ilha, informa o El País. Não conseguiu, claro, e esteve entre a vida e a morte. Agora, em nova greve de fome, Fariñas deseja chamar a atenção para o caso do dissidente Orlando Zapata, que morreu após também fazer greve de fome, em episódio que escancarou de vez o cinismo do governo Lula em relação aos direitos humanos.

Fariñas deu uma entrevista contundente ao El País:

 

Pergunta: Quais são seus objetivos com a greve?

Fariñas: Primeiro, que o governo pague um alto preço pelo assassinato de Zapata. Segundo, que as autoridades não sejam cruéis e desumanas e liberem imediatamente os presos políticos que estão doentes e que podem se converter em outros Zapatas. Terceiro, que, se eu morrer, o mundo perceba que o governo deixa morrer seus opositores e que o caso de Zapata não é isolado.

Pergunta: E se o governo não soltar os dissidentes?

Fariñas: Vou continuar (a greve) até as últimas conseqüências…

Pergunta: Você quer morrer?

Fariñas: Sim, quero morrer. Já está na hora de o mundo perceber que esse governo é cruel, e há momentos na história dos países em que é preciso haver mártires…

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