Os EUA e seus ditadores favoritos

Marcos Guterman

25 de janeiro de 2011 | 17h21

Ainda é cedo para avaliar a extensão dos protestos no Egito. Para Washington, porém, o governo do ditador Hosni Mubarak é “estável”. Parece mais um desejo do que uma tradução racional dos fatos – afinal, Mubarak é um elemento-chave no jogo americano no Oriente Médio.

Tanto é assim que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, não defendeu reformas democráticas no Egito, diferentemente do que Obama fez em relação à Tunísia. Ela se limitou a dizer que os egípcios têm o direito de protestar – e, cinicamente, afirmou que Mubarak está “buscando formas” de atender às demandas populares.

O papel dos EUA é fundamental para o sucesso de uma eventual revolta contra Mubarak. Sem que Washington retire seu apoio ao velho ditador, fica difícil imaginá-lo fora do poder, razão pela qual ele terá mãos livres para “manter a ordem”, como sugeriu Hillary.

Tudo o que sabemos sobre:

EgitoTunísia

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: