Os 20 anos de Tiananmen

Marcos Guterman

04 de junho de 2009 | 01h37


O desconhecido que parou os tanques chineses: símbolo

Wang Dan, um dos principais líderes dos protestos da Praça Tiananmen, diz que a internet pode ser a chave das mudanças na China. Exilado nos EUA, Wang diz que a rede mundial mudou até mesmo o sentido do “exílio”: “Eu não acho que esteja realmente no exílio, porque tenho MSN, Facebook, Twitter, Skype… Assim, tenho contato com um bocado de gente na China”.

No 20º aniversário do massacre de Tiananmen, lembrado hoje, Wang admite que a China está mais rica e poderosa do que naquela época, mas isso não significa que tenha se tornado um país melhor. O exemplo mais recente do zelo do regime chinês foi o veto ao uso do Twitter, medida claramente direcionada a eventuais subversivos que tentem usar a rede social para criticar as autoridades. No entanto, ele acha que o governo, ainda que se mantenha implacável na repressão aos cidadãos que dele discordam, “já perdeu o controle sobre as atividades da sociedade civil na internet – essa é a esperança”.

Foto: Jeff Widener

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