Obama, enfim, parece ter escolhido o lado certo

Marcos Guterman

10 de fevereiro de 2011 | 23h40

Demorou, e foi necessário que Obama fosse passado para trás, para que, enfim, o presidente dos EUA escolhesse ficar do lado dos manifestantes egípcios, de maneira quase inequívoca. Obama ultrapassou o limite da não interferência em assuntos internos do Egito ao cobrar de Hosni Mubarak que “aproveite a oportunidade” para fazer a transição para a democracia “imediatamente”.

O presidente americano foi direto em suas críticas ao teatro de Mubarak, quando exigiu do governo egípcio explicações sobre suas últimas decisões, em “linguagem sem ambiguidades” e com explicações “passo a passo” do processo que “levará à democracia e ao governo representativo que o povo egípcio quer”.

Ao encerrar seu rápido mas significativo discurso, Obama disse que o “o povo egípcio deve saber que tem nos EUA um amigo”. E Mubarak deve ter percebido que perdeu o seu.

Tudo o que sabemos sobre:

Egito

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.