Obama e os judeus americanos: desconforto

Marcos Guterman

26 de abril de 2012 | 10h00

Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e Prêmio Nobel da Paz, criticou o presidente dos EUA, Barack Obama, por sua suposta inação diante do massacre de civis sírios pelo regime de Bashar Assad. Em evento no Museu do Holocausto em Washington, diante de Obama, Wiesel também perguntou por que os americanos ainda não haviam tirado o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, do poder.

“Então, neste local, podemos perguntar: não aprendemos nada (com o genocídio dos judeus)? Se aprendemos, como é que Assad ainda está no poder? Como é que Ahmadinejad, o negacionista número 1 do Holocausto, ainda é presidente? Logo ele, que ameaçou usar armas nucleares para destruir o Estado judeu. (…) Medidas preventivas são importantes. Devemos usá-las para evitar outra catástrofe”, discursou Wiesel.

Obama respondeu dizendo que estava fazendo tudo a seu alcance para pressionar Assad, mas declarou que a determinação americana em enfrentar o ditador sírio “não significa que os EUA intervenham militarmente toda vez que há alguma injustiça no mundo”.

O estranhamento se dá no momento em que Obama vem perdendo apoio de um eleitorado judeu que sempre lhe foi muito fiel.

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