Obama: americanos precisam se “reinventar”

Marcos Guterman

26 de janeiro de 2011 | 00h15

Em seu Discurso sobre o Estado da União, nesta terça-feira, o presidente Barack Obama deu a entender que os EUA correm o risco de ficar em desvantagem diante da ascensão de potências ultracompetitivas como China e Índia.

Ele sugeriu que é preciso melhorar a qualidade dos gastos públicos para retomar os investimentos em educação e criação de tecnologia, “encorajando a inovação americana”.

“Nenhum de nós pode prever com certeza qual será a próxima grande indústria ou onde os novos empregos serão gerados”, discursou Obama. “Há 30 anos, não podíamos saber que uma coisa chamada internet levaria a uma revolução econômica. O que podemos fazer – e é isso o que a América faz melhor do que qualquer um – é incentivar a criatividade e a imaginação de nosso povo. Somos uma nação que põe carros em estradas e computadores em escritórios; a nação de Edison e dos irmãos Wright; do Google e do Facebook. Na América, inovação não apenas muda nosso cotidiano. É como ganhamos a vida.”

Obama lembrou o caso do Sputnik – satélite soviético lançado em 1957, que fez a URSS sair na frente na corrida espacial. “Não tínhamos ideia de como os derrotaríamos. Mas, depois de investir em pesquisa e educação, nós não apenas superamos os soviéticos; nós deflagramos uma onda de inovação que criou novas indústrias e milhões de novos empregos”, disse Obama.

Para recuperar os EUA e fazer o país liderar novas revoluções tecnológicas, Obama sugeriu que os americanos façam o que “fazem há mais de 200 anos: reinventar-se”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.